quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Passos de ballet - Attitude

ATTITUDE - Uma das poses básicas do Ballet clássico. É uma posição numa perna só com a outra levantada com o joelho dobrado. Diferentes escolas ensinam diferentes abordagens e alinhamentos, mas de uma maneira geral a pose do attitude está no caminho um passé e a perna esticada. Como se fosse "o meio do caminho" de um développé.

No ballet, os attitudes são feitos mais em níveis avançados, tanto em adágios, como em saltos e em giros.

Podemos fazer attitudes devant, derriêre e a la second, conforme os exemplos abaixo:



sendo mais comum vermos o derrière (atrás), que parece um arabesque, mas com a perna de trabalho
dobrada e o corpo levemente inclinado para frente.

No começo, quando formos aprender o pé de apoio deve estar à terre, com o tempo poderemos fazer na meia ponta ou na ponta.

- Cuidado com os joelhos! Precisam estar en dehors para garantir a qualidade técnica do seu attitude.

- O abdômen deve estar acionado.

Para aprender, podemos usara barra para nos ajudar. Será uma boa maneira de fortalecer as costas.


O ideal é usarmos os adágios e os dèveloppés para entendermos este caminho. O quadril não pode ficar levantado, para não estragar a linha. Posteriormente começarmos a aplicar em outros passos.

O Attitude pode ser:
Croisé - Com a perna cruzada

En face - quando feito completamente de frente para o público

Effacé derriere - em diagonal com a perna de trabalho mais perto do público do que a de base, ao contrário do croisé

En promenade - fazendo o attitude em volta lenta

En tournant e Piruetas - Girando

Por falar em alinhamentos diferentes em diferentes escolas, encontrei essa imagem do site A Ballet Education em que eles desenharam essas distinções. Adorei



Fontes:
Um enciclopédia para dança clássica - Regina Kotaka
A Ballet education
DanceTeacher
Ballet Meu primeiro livro


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DRYELLE ALMEIDA | MUNDO BAILARINÍSTICO

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Sapatilha de Ponta, quem inventou?

Outro dia no Ballet estávamos a falar sobre as dores e machucados nos pés por causa das sapatilhas e uma menina falou "quem foi o doido que inventou isso?" e eu respondi "foi o pai da Taglioni rsrsrsrs na hora foi engraçado, porque ela não sabia e não esperava que ninguém respondesse aquela pergunta...

Resolvi trazer aqui um pouco mais sobre ele!

Filippo Taglioni nasceu 5 de Novembro de 1777 e morreu em 11 Fevereiro 1871. Foi um bailarino e coreógrafo italiano e professor pessoal da própria filha, a famosa bailarina Marie Taglioni.  E, embora a versão de August Bournonville seja mais conhecida, foi Taglioni o coreógrafo da produção original de La Sylphide, que foi apresentada pelo Ballet Ópera de Paris na Salle Le Peletier e foi coreografada por ele com música de Jean-Madeliene Schnietzhoeffer. Os papéis principais foram dançado por sua filha Marie Taglioni e Mazilier Joseph.

Além de ser conhecido como o criador do primeiro Ballet Branco ele também é lembrado como o criador das sapatilhas de pontas. Ele queria que parecesse que a filha bailarina estivesse flutuando. Quando Marie Taglioni  dançou La Sylphide nas pontas, os sapatos eram nada mais do que sapatilhas de cetim modificados; as solas eram feitas de couro. As sapatilhas deste período não oferecia apoio nem conforto.

De grande importância para história do Ballet Clássico.
Muitas vezes vemos muito se falar sobre a primeira bailarina a usar sapatilhas de ponta e esquecemos de falar do criador.

Um Beijo
Dryelle
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DRYELLE ALMEIDA | MUNDO BAILARINÍSTICO

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Mania de olhar para pé? Porque você não deve fazer isso no Ballet


Muita gente tem mania de olhar para pé enquanto faz alguns exercícios, principalmente na barra e pessoas que estão começando. Como se estivessem certificando de que estão fazendo certo e que para se certificar disso precisam ver com os próprios olhos.

Mas aí que está o engano. Você precisa sentir que está fazendo, ou, se for mesmo olhar, que seja em um espelho. Não devemos olhar para baixo no Ballet Clássico. Como já falamos por aqui, essa arte é uma dança vertical, em que estamos o tempo todo trabalhando o corpo e a intenção dele para cima.
Quando olhamos para nossos pés, ou para baixo, estamos interrompendo esse trabalho postural, de alinhamento e verticalidade que estávamos buscando durante a aula eque estava caracterizando a técnica do Ballet.

Esse olhar para o chão prejudica a sua movimentação e a sua linha, além de atrapalhar também no seu eixo. Procure então fixar  olhar na linha do horizonte. Também não pode levantar muito o queixo, porque a cabeça vai pesar para trás e fazer o erro inverso rs

Então é isso, deixe seu pé tentar fazer o passo em paz haha Não precisa ficar vigiando ele.
Tem que trabalhar sua consciência corporal para conseguir perceber algumas movimentações em seu corpo sem precisar ficar torta para ver ;)

Bom trabalho!
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DRYELLE ALMEIDA | MUNDO BAILARINÍSTICO

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Destaques do Ballet O Corsário



Estava aqui pensando no ballet O Corsário para fazer um post da parte que eu mais gostava, aí comecei a pensar e quando parei já estava com 3 partes na cabeça! haha Como achei que todos os trechos da lista eram igualmente importantes resolvi criar o post então com os 3 Destaques da obra.



Começando com o Pas de Deux da Escrava e o Mercador

Retirado do ballet A Rosa, a Violeta e a Borboleta (de 1857), em 1858, Petipa o incluiu, no I Ato de O Corsário. O Pas d'Esclave de Petipa era um Pas d'Action dramático para três bailarinos. Quando Agrippina Vaganova criou sua versão de Le Corsaire em 1931, colocou a personagem Gulnare no papel da escrava, e retirou o personagem escravo masculino, transformando em um pas de deux, que ficou popularmente conhecido como A Escrava e o Mercador.

Eu acho uma das músicas mais lindas da história do ballet clássico!

Vamos assistir uma versão com Zakharova and Zelensky:


Segundo destaque Pas de Trois das Odaliscas

No Ato II, um pas de trois clássico, com entrée (mantendo a valsa original criada por Adam para o pas), 3 variações e coda. Normalmente as bailarinas são escolhidas por terem habilidades específicas relacionadas às coreografias já que nas variações, uma bailarina trabalha mais pernas e sustentações, a outra baterias e a outra giros.
Terceiro destaque O Jardim Animado

A cena hoje conhecida como Jardin Animé, era o Grand Pas do ballet e se chamava Pas des Fleurs. Petipa transformou a cena em um corpo de ballet com vários movimentos e duas variações (uma de Medora, outra de Gulnare). 


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DRYELLE ALMEIDA | MUNDO BAILARINÍSTICO

terça-feira, 1 de maio de 2018

Os 3 grandes Ballets de Tchaikovsky


Piotr Ilitch Tchaikovsky foi um compositor romântico russo nascido em 1840, na cidade russa de Votkinsk. Um dos seis filhos de uma família de classe média russa, segundo suas próprias palavras, teve as primeiras impressões musicais com as canções populares cantadas pela mãe. Aos cinco anos, aprendeu a tocar piano.

Com pouco mais de 20 anos, mesmo "velho" para estudar música, ingressou no Conservatório de São Petersburgo. Lá, ele seguiu os cursos de composição, piano e flauta. Compôs sinfonias, concertos, óperas e alguns ballets, que por sinal, viriam ser 3 dos mais populares repertórios em todo o mundo: O Lago dos Cisnes 1877, seu primeiro ballet ; A Bela Adormecida 1890, considerado um de seus melhores trabalhos e o O Quebra Nozes 1892, o qual não o deixou muito satisfeito.

O Lago dos cisnes

Protótipo de um Ballet Clássico, Marius Petipa coreografou os I e III ato ambientados no palácio e Lev Ivanov coreografou os II e IV atos, que acontecem no lago. O Ballet foi encomendado a ele. Tchaikovsky compôs a obra, mas não era especialista em música para balé, o que fez de O Lago dos Cisnes a primeira música composta por um compositor de sinfonias e concertos em vez de um compositor especialista em música para balé, como era o comum na época.

Estudou música de compositores como Léon Minkus e Cesare Pugni, com quem estudou na juventude. Para compor o Pas de Deux branco e a coda das pretendentes Tchaikovsky usou partes de uma ópera chamada O Voivoda, em que havia começado a trabalhar, mas que havia sido abandonada

A Bela Adormecida

Baseado no conto de fadas francês de Charles Perrault, coreografado por Marius Petipa foi considerado o ápiceda cultura russa czarista do século XIX. Tchaikovsky escreveu a obra entre o período do ano de 1888 à 1889.  Ivan Vsevolojsky, diretor dos Teatros Imperiais, que o escreveu e criou os figurinos, ávido para ter um novo balé de Tchaikovsky.

A música é superior à do Lago dos Cisne pelos críticos. A Bela Adormecida não só é o mais substancial dos três balés de Tchaikovsky, mas também o padrão pelo qual mediram-se todas as grandes companhias do mundo no século subsequente.

O quebra nozes

Também coreografado por Marius Petipa, tem sua trilha sonora reconhecida como uma das peças mais populares e famosas da música clássica, composição esta feita 6 meses antes da morte de Tchaikovsky, num período em que ele se encontrava mergulhado numa profunda depressão.

O Quebra-Nozes foi um ballet que veio marcar a afirmação da Rússia como o grande centro mundial da dança, ao invés da França. Embora as suítes de balé sejam realizadas depois da peça pronta, a do Quebra Nozes foi elaborada ao mesmo tempo da composição da obra.


"Nunca estou longe do piano, me alegra quando estou triste"

Rerefências:
músicaclassica.folha
epochtimes
midiorama
ballet fundamentos e tecnicas
artigos.com
nocmoon
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DRYELLE ALMEIDA | MUNDO BAILARINÍSTICO

terça-feira, 24 de abril de 2018

Curiosidades O Lago dos Cisnes

Confirma algumas novidades de um dos mais ballet mais assistidos do mundo, O Lago dos Cisnes:



❤ O Lago dos Cisnes foi composto por P. Tchaikovsky em 1876 em Paris, por encomenda do Teatro Bolshoi em Moscou

❤ Foi a primeira vez que as bailarinas usaram o “tutu bandeja” ao invés do romântico, comum na época

❤ O enredo do bailado tem origem em uma lenda alemã e conta a história do amor do Príncipe Siegfried por Odete, que um feiticeiro transformara em cisne, e que só volta à forma humana à noite

❤ Tchaikovsky compôs a obra mais não era especialista em música para balé, o que fez com que o Lago dos Cisnes fosse o primeiro a ter sua música composta por um compositor de sinfonias e concertos e não por um compositor especialista em música para balé, como era o comum na época.

❤ Para a composição, Tchaikovsky estudou música de compositores como Léon Minkus e Cesare Pugni, com quem estudou na juventude.

❤ Para compor o Pas de Deux branco e a coda das pretendentes Tchaikovsky usou partes de uma ópera chamada O Voivoda, em que havia começado a trabalhar, mas que havia sido abandonada.

❤ Um de seus sobrinhos afirma ainda que Tchaikovsky já havia composto um pequeno balé chamado The lake of the Swans para ser encenado por sua família e que o famoso tema dos cisnes foi tirado dessa pequena composição.

❤ Os 32 fouettés en tournant executados por Pierina Legnani foram introduzidos na coreografia por Petipa, que sabia que o feito causaria sensação como já havia sido feito na montagem de Cinderela em que Legnani já havia executado o número.

❤ A filha de Petipa, Marie, dançou com um vestido adornado por diamantes no valor de 12000 rublos.
Odile originalmente não era vista como um cisne negro, mas simplesmente como a filha de Von Rothbart. Só por volta de 1940 é que essa personagem passou a ser interpretada como um cisne.

❤ Em 1894, o príncipe Ivan Alexandrovich, então diretor do Teatro Mariinsky de São Petersburgo, decide homenagear Tchaikovsky, que havia falecido um ano antes, criando uma nova versão de “O Lago dos Cisnes”


❤ Marius Petipa, que era o principal maître de ballet do Teatro Mariinsky, foi encarregado desta vez de fazer a nova coreografia. Foi tanto o sucesso, devido ao lirismo e à beleza da coreografia, que em janeiro de 1895 vai à cena a obra prima completa com 4 atos.

Fonte: 
midiorama
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DRYELLE ALMEIDA | MUNDO BAILARINÍSTICO

terça-feira, 17 de abril de 2018

O Ballet e a verticalidade

O conceito de verticalidade ( Aplomb = aprumo) é um dos princípios técnicos e estéticos marcantes do Ballet Clássico. Dá-se o nome de Aplomb à elegância e ao controle conseguido pelos bailarinos ao executar os movimentos.
Svetlana Zakharova (Bolshoi Ballet) asGiselle Photo Pierluigi Abbondanza

Desde sempre, ao entrarmos no Ballet, ouvimos falar:
"Imagine que alguém está te puxando para cima o tempo todo".
Essa ideia nada mais é do que a busca do controle dessa verticalidade que irá nos trazer a busca pela maneira correta de executar os passos.

É essencial que toda movimentação seja realizada em direção ao alto, agindo contra a gravidade, mesmo quando estivermos parados e mesmo quando fazemos movimentos "descendentes". O aplomb, na condição de princípio do movimento, está associado ao alinhamento e à distribuição e transferência de peso.

A verticalidade e postura como característica física é uma herança da origem da dança clássica, que aconteceu nas cortes. Devemos pensar nela o tempo todo durante a aula, ficarmos com postura, sustentando o peso do corpo. 


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DRYELLE ALMEIDA | MUNDO BAILARINÍSTICO