terça-feira, 18 de julho de 2017

Disciplina é fundamental para ter resultados



A disciplina deve estar inserida na rotina de quem realmente busca bons resultados, seja no ballet, seja na vida. Mas, como bailarino, mais especificamente, a disciplina é uma palavra que deve caminhar junto, o tempo todo.

Ao longo dos processos (podemos falar em formação, ou em montagem de espetáculo, preparação para exames, por exemplo) obstáculos aparecem, mas você nunca deve perder o foco. Comprometa-se com o que pode cumprir e siga a risca

No caso da disciplina bailarinística, mantê-la está relacionado com o ato de ser constante, ou seja, se dedicar no cumprimento de determinada tarefa para o alcance de um objetivo final. Ou seja, ter disciplina é fundamental para o bom desempenho de qualquer bailarino.

Trabalhe sua autodisciplina!

Ninguém precisa ficar cobrando de você.

Etimologicamente, a palavra disciplina se originou a partir do latim disciplina, que quer dizer “educação que um discípulo recebia de seu mestre”. Este termo, por sua vez, tem origem diretamente de discipulus, que é referente “aquele que aprende”, e este, consequentemente, tem raiz no verbo latino discere, que significa “aprender”. Fonte: significados.com.br

O benefício da disciplina só é aproveitado quando há objetivos definidos em cima de um propósito firme e existe uma motivação genuína para conquistá-los.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Dança no frio - Cuidados especiais


Com a temperatura mais baixa, não podemos nos dar o luxo de ir para as aulas, mas é importante tomar alguns cuidados maiores em relação ao aquecimento, para evitar de se machucar.

O frio é uma agressão ao nosso corpo, portanto o ideal é fazer a aula com roupas que protejam do frio e façam evitar a perda de calor. Saia de casa bem agasalhado, comece a aula com itens de aquecimento (apropriados para dança) e só tire o excesso de roupa à medida que for aquecendo o corpo.

Quando eu digo "roupas apropriadas" é porque já tive alunas com calças largas, blusas "de motoqueiro" rsrsrs Mas evite esse tipo de roupa. Confecções especializadas em dança criam roupas adequadas para usar nas aulas.
Opte por peças mais justas e coladas à pele, que deixam menos espaço para a passagem de ar, protegendo melhor do frio.

É essencial também começar os exercícios de forma leve. O aquecimento deve ser realizado antes de qualquer atividade, porém, no inverno, ele deve ser feito com maior atenção. No frio a musculatura está mais contraída e tensa. Para atenuar os riscos de lesões.

Outro ponto que a gente deixa de lado é a hidratação. Durante o frio bebemos menos líquidos. Mas não é bom ir para aula desidratado. Pode optar por beber bebidas quentes, além da água, que é para beber mesmo sem não estiver com sede.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Ansiedade x Ballet Adulto


Faço parte de um grupo no Facebook em que o assunto é Ballet Adulto, ou seja, bailarinas adultas reunidas para contar suas histórias, pedir dicas, falar suas dificuldades, enfim, todo assunto que for pertinente ao tema rola por lá, mas um ponto sempre me chama a atenção em vários posts:

A ansiedade!

Muitas das mulheres que escrevem no grupo nunca fizeram ballet e as dúvidas delas quase sempre são pela ansiedade de alcançar algo nas aulas. Seja em flexibilidade, ou querendo usar pontas, ou para dançar sozinha no palco e etc.

Traçar objetivos é sim muito importante para o ballet, mas cuidar para não pular etapas essenciais é também muito essencial! Mal começaram as aulas e querem zerar a abertura; virar 3 piruetas; subir nas pontas; dançar papéis de destaque. 

Muita calma nessa hora! 
Há tanto detalhes, que parecem menores, mas são gigantes, no meio desse caminho... Primeiro comece o ballet, aproveite cada plié, descubra seu corpo, aos poucos e quando menos perceber estará um pouquinho melhor!

Ansiedade demais causa frustração, ainda mais quando falamos em ballet clássico, afinal, vai demorar bastante para conseguir realizar todos esses desejos. Anos e anos e talvez não alcance como idealizou.

Desejo muita calma nessas almas bailarinas!
 
Por Dryelle Almeida

terça-feira, 20 de junho de 2017

Sobre estudar ballet e os seus diferentes métodos



Ballet é ballet, isso é um fato.

Uma linguagem artística e técnica universal. Contudo, cada escola tem oi segue uma determinada metodologia e cada um desses métodos tem suas particularidades.

Comecei a estudar em uma escola em que a metodologia aplicada é baseada na técnica russa. Como eu me formei e sempre tive mais forte em meus estudos e práticas algo mais parecido com Royal (digo parecido, porque apesar de ser a base, não era o Royal propriamente dito), fico um pouco perdida nessas novas aulas.

Os alinhamentos; as posições de braços e de cabeças e algumas nomenclaturas são diferentes e apesar de parecidas, essas diferenças já são suficientes para eu me perder um pouco.

É engraçado! As vezes só tem eu olhando para um lado, ou para outro e as vezes faço 3 movimentos de braço até acertar 1.

Dificuldades à parte, estou adorando! Não apenas pelo método em si, mas pela confiança e propriedade com que os professores (tenho 2) estão dando as aulas. Me sinto estudando mesmo. Exigências por parte deles, consciência de minha parte.

Um novo método
Uma nova fase
Mas é o bom é velho ballet clássico!

Por Dryelle Almeida

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Marcando Cabeça nos Giros

Dicas de Ballet - Marcando Cabeça nos Giros

Vídeo novo no canal! Bom para quem está começando a girar...





Por Dryelle Almeida

terça-feira, 13 de junho de 2017

Voltei para o Ballet e agora?


São muitos os motivos pelos quais a gente pode deixar de fazer aulas de ballet frequentemente. Horários que não batem, falta de dinheiro, desânimo... No meu caso parei de fazer aulas para dar aulas. O meu tempo era ocupado com as turmas que eu tinha, o que me afastou das aulas como aluna.

Agora eu voltei ao ballet! Eba! É muito estranho ser aluna. O papel de professora é algo que ficou em mim. Eu fico ali, me corrigindo também e chega ser esquisito ter um professor que olha para mim e me corrige.

Mas não é uma reclamação!

Estou adorando poder dar e ter atenção aos meus movimentos, buscando melhorar e aplicar o que eu mesmo tentava repassar para os alunos em meus próprios exercícios. No meu próprio corpo.

É diferente.

Acho que nunca fiz as aulas pensando tanto em todos os detalhes. Não que o meu corpo responda a todos esses estímulos, muito pelo contrário, muitas vezes eu não consigo e penso "meu Deus como sou torta" hahaha ou "nossa, eu também não sei fazer isso" rrsrs mas estou feliz em poder ir buscar com mais carinho e consciência.

Até sonho que estou no ballet!

Saio da aula com sensação de trabalho. Dores no corpo em cada pedacinho dele. Bem cansada e acho uma delícia!


Por Dryelle Almeida

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Disciplina Bailarinística - Não chegue atrasado


Esse post é para os atrasadinhos! Chegar atrasado de vez em quando é normal, às vezes a gente se atrasa, mas para muita gente isso vira regra e acaba atrapalhando as aulas. Se atrasar pode ocasionar a perda de uma parte muito importante das aulas: o aquecimento! O interessante mesmo, o mais aconselhável e que você chegue com antecedência, assim já pode ir se aquecendo, se concentrando para estar prontinho quando as aulas começarem.

Seja pontual
Isso será sinal de disciplina,interesse e responsabilidade.

Compromisso
Lembre-se que a aula é um compromisso e chegar atrasado em compromissos é deselegante!

Atrapalhando a aula
Não é só você que perde com seu atraso, quando você chega depois você está atrapalhando os outros alunos.

Peça licença e desculpas
E esses viciados em atrasar acostumam-se tanto com seu mau comportamento que já nem pedem desculpas pelo atraso e vão entrando sem pedir licença.

Avise previamente
Se perceber que vai se atrasar tente avisar o professor ou algum colega.

Antecedência
Tente sair de casa sempre com uma certa antecedência para evitar que imprevistos façam você se atrasar.

Chegar no horário e respeitar a pontualidade não só questão de etiqueta, é questão de disciplina e respeito ao próximo.

Por Dryelle Almeida

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Coreografias limpas, outro nível

Coreografias limpas saltam aos olhos de quem dança e de quem assiste! Nada como ver tudo organizado, principalmente quando não são solos. Duos e grupos em sintonia, fazendo movimentos iguais, ao mesmo tempo, seguindo o ritmo.

Significado de limpeza em dança

Limpeza – Quando os movimentos ou a coreografia está limpa significa que tudo está acontecendo certo. O mais perfeito possível. Falamos: “Fulana é limpa” ou “precisamos limpar a coreografia”.

Com a coreografia devidamente memorizada vai começar a fase de limpeza. Aprimoramento técnico; percepção de detalhes; confirmação de poses; posições de pernas, braços, mãos, cabeças...; posicionamentos; desenhos.





Para professores

Não podem deixar a preguiça e nem a pressa atropelarem esse processo de limpeza tão importante e essencial para um bom resultado do trabalho.

Para os alunos ou bailarinos

É sempre importante entender as repetições, dar atenção a todos os pequenos detalhes, ajudar o professor ou ensaiador falando quando não sabe muito bem determinado movimento, ou quando perceber que tem alguém fazendo diferente. Ser ser "dedo duro", mas buscando apenas o esclarecimento do que deve ser feito.

Quanto mais repetirmos, mais teremos o domínio daquela coreografia e como é bom dançar seguro do que está fazendo.

Não será por acaso que, em francês, a palavra ensaio se diz "répéter". É preciso repetir, repetir, repetir, ensaiar e repetir (de novo).


Uma coreografia limpa vale muito!!!!!!
Pode ser simples, se estiver bem limpinha mesmo fica tão linda!
Ditado Bailarinístico:


Por Dryelle Almeida

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Dicas de Ballet - Por falar em En dehors


En dehors é uma expressão francesa que significa "para fora". A busca por um bom trabalho em En dehors é constante entre todos os bailarinos. Vamos entender os motivos e falar de En dehors historicamente, anatomicamente, literalmente, praticamente, e saudavelmente. Espero que as dicas ajudem vocês!


Historicamente
No século XVII, o centro de expansão do ballet deslocou-se da Itália para a França, e foi no reinado de Luís XIV que grandes mudanças ocorreram, impondo novas características técnicas.Lulli, um dos bailarinos e músicos italianos trazidos para a França, tornou-se diretor da Academia Real de Música e Dança e conseguiu que em 1673 os ballets fossem apresentados no Palais Royal. Com o fato de ser encenado num palco elevado, com os espectadores situados todos na mesma face (diferente dos espaços cênicos anteriores em forma de arena), surgiu a necessidade de que os bailarinos estivessem sempre de frente para o público, mesmo quando se deslocavam de um lado para outro, pois as rígidas regras de etiqueta da época impediam que eles dessem as costas ou mesmo ficassem de lado para a nobre platéia. A solução para isso foi a rotação externa dos quadris, com os joelhos e a ponta dos pés sempre virados para fora.
O "en dehors" utilizado no ballet clássico tem uma origem antiga: costuma-se dizer que o primeiro registro sobre o "En dehors" está num escrito de Cesare Negri de 1530 chamado "Nuova inventioni di balli" em que ele aconselhava usar pernas e joelhos esticados e os pés virados para fora a fim de proporcionar mais estabilidade, pois os bailarinos da época usavam grandes e pesados figurinos.





Anatomicamente
En dehors é uma rotação externa do fêmur.
Uma das possibilidades de movimento na articulação femoral, cujo grau de rotação é determinado não apenas pela estrutura óssea de cada indivíduo, mas pelos ligamentos articulares. Geralmente, a possibilidade de abertura em indivíduos normais é de 40 a 50 graus em cada uma das articulações, significando 80 a 100 graus, somando-se os dois lados.





Literalmente
En dehors é literalmente traduzido como: para fora.
Existem muitas considerações sobre a anteversão femoral e o que quase todas elas dizem é que as alterações na angulação ocorrem desde o nascimento até os oito anos, estando o processo praticamente completo aos 10 anos e completamente definido aos 16. Isso quer dizer que o en dehors não pode ser significativamente alterado entre os 8 e 10 anos, mas que alguma melhora pode ser obtida pelo alongamento de estruturas articulares, às custas de microscópicas rupturas das fibras dos ligamentos articulares que não são elásticas. O que notamos com a prática do ballet, porém, é que muitas vezes se consegue uma melhora do grau do en dehors através do fortalecimento progressivo da musculatura responsável.

OBS: Quando falamos em giros en dehors, como piruetas, por exemplo, falamos de giros dados para fora.



Praticamente
Basicamente é manter os calcanhares, joelho e coxas viradas para fora durante a execução dos exercícios.
IMPORTANTE: Muitas pessoas erroneamente ensinam o en dehors apenas como rotação de pés e joelhos, quando na verdade, envolve pés, joelhos, coxa e quadril. Com o tempo, a pessoa pode sofrer dores e até problemas principalmente nos tendões, desencadeados pela sobrecarga do peso em determinadas regiões, como joelhos.



       
   
Tem bailarinas que são completamente en dedans e tem que trabalhar dobrado, triplicado, pra conseguir fechar uma 5ª posição perfeita.

Bailarinamente
A prática do EN DEHORS é uma das principais características do ballet clássico. É um fundamento básico sobre o qual se construiu a técnica do balé.
Nem todo mundo terá facilidade em manter o en dehors. É um trabalho árduo, mas nada que dedicação e treino não ajudem. O encaixe do quadril vai ser fundamental no en dehors.

Saudavelmente
“Forçar o en dehors” pode trazer sérias lesões a quem tem limitações ósseas. Isso mostra que o corpo tem limites anatômicos que precisam ser respeitados. A dica é trabalhar alongamento e flexibilidade com cautela, juntamente com o trabalho de fortalecimento dos músculos rotadores externos que irão melhorar seu en dehors.


Por Dryelle Almeida

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Como introduzir acrobacias no ballet?


O post de hoje vem em resposta à pergunta da leitora Quézia Beatriz: "Olá, Dry! Gostaria de saber se você possui alguma dica de como introduzir acrobacias no ballet, com quantos anos elas podem começar a aprender e quais aprender em cada faixa etária. Obrigada!"

Vamos a resposta:
Acho importante começar respondendo esta pergunta com a definição de acrobacias:

Acrobacia: Exercício de acrobata. Acrobacias são movimentos de destreza corporal comuns em circos. Quem executa a acrobacia é o acrobata. Elementos como o trapézio, pêndulos e outros tipos de balanços com alta altitude são utilizados para transformar a Acrobacia em um número de circo mais emocionante, muito mais.

Existe atualmente uma vertente chamada de Dança Acrobática, em que se introduz movimentos acrobáticos em coreografias, masssss não é Ballet Clássico.

O que é dança acrobática?

Também chamada de Acro Dance. É um estilo de dança que combina técnicas de dança com a precisão de elementos acrobáticos, combinando dança e acrobacia, usando acrobacias em um contexto de dança. É um estilo de dança que vem se popularizando na dança competitiva, em alguns cenários de dança profissional e nas produções de circos contemporâneos, como as do Cirque du Soleil.

Dança acrobática surgiu no Estados Unidos e Canadá no início dos anos 1900.

Uma característica definidora da dança acrobática é a transição suave e graciosa entre dança e movimentos acrobáticos. Além disso, uma dança deve ter uma porcentagem significativa de movimento de dança, com respeito ao seu conteúdo acrobático, para que ele seja classificado como acrobática. Por exemplo, uma ginástica exercício de solo não é considerada dança porque tem poucos movimentos de dança em comparação com o seu conteúdo acrobático, e também porque ela não tem transições suaves entre dança e movimentos de ginástica.

Os movimentos de dança em acro são fundamentados em ballet, jazz, lírica e dança moderna.

      
Foto Programa Dance Moms Pinterest    

Como introduzir acrobacias no ballet?

Acredito que todos os exercícios no ballet devem fazer sentido. Ou seja, devemos introduzir apenas práticas que ajudarão na execução de algum passo referente à técnica de ballet clássico. Muitas vezes são introduzidas acrobacias desnecessárias, gerando até uma confusão do que faz parte da técnica clássica.

Sobre as idades, a partir dos 7 anos a criança começa sua formação e aos poucos vamos aumentando a dificuldade e a intensidade dos exercícios, sempre respeitando os limites dos corpos. Os alongamentos, os exercícios de flexibilidade precisam ser realizados pensando nos passos de ballet.



Pas de Deux :: Introduzindo acrobacias ao Ballet Clássico

Um momento em que podemos dizer que as acrobacias são introduzidas são dos Pas De Deux, na hora das pegadas. Durante o século XX, os grand pas de deux tornaram-se mais integrados com a história do ballet, com conteúdos cada vez mais acrobáticos.

Os ballets românticos incorporaram ao pas de deux inovações vindas até da técnica de circo.

As bailarinas agora não são mais apenas apoiadas ou levantadas pelos seus partners; elas realizam pequenas acrobacias: pulam e sentam-se em seus ombros, entre outras manobras da técnica circense que são incorporadas gradativamente ao ballet. ( KIRSTEIN, 1984,p. 16)




Referências:
http://lojaanabotafogo.com.br/pas-de-deux-parte-i/
http://www.escoladeballetdac.com.br/novidades.asp?codigo=16
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acrobacia
https://en.wikipedia.org/wiki/Acro_dance

Por Dryelle Almeida