terça-feira, 1 de maio de 2018

Os 3 grandes Ballets de Tchaikovsky


Piotr Ilitch Tchaikovsky foi um compositor romântico russo nascido em 1840, na cidade russa de Votkinsk. Um dos seis filhos de uma família de classe média russa, segundo suas próprias palavras, teve as primeiras impressões musicais com as canções populares cantadas pela mãe. Aos cinco anos, aprendeu a tocar piano.

Com pouco mais de 20 anos, mesmo "velho" para estudar música, ingressou no Conservatório de São Petersburgo. Lá, ele seguiu os cursos de composição, piano e flauta. Compôs sinfonias, concertos, óperas e alguns ballets, que por sinal, viriam ser 3 dos mais populares repertórios em todo o mundo: O Lago dos Cisnes 1877, seu primeiro ballet ; A Bela Adormecida 1890, considerado um de seus melhores trabalhos e o O Quebra Nozes 1892, o qual não o deixou muito satisfeito.

O Lago dos cisnes

Protótipo de um Ballet Clássico, Marius Petipa coreografou os I e III ato ambientados no palácio e Lev Ivanov coreografou os II e IV atos, que acontecem no lago. O Ballet foi encomendado a ele. Tchaikovsky compôs a obra, mas não era especialista em música para balé, o que fez de O Lago dos Cisnes a primeira música composta por um compositor de sinfonias e concertos em vez de um compositor especialista em música para balé, como era o comum na época.

Estudou música de compositores como Léon Minkus e Cesare Pugni, com quem estudou na juventude. Para compor o Pas de Deux branco e a coda das pretendentes Tchaikovsky usou partes de uma ópera chamada O Voivoda, em que havia começado a trabalhar, mas que havia sido abandonada

A Bela Adormecida

Baseado no conto de fadas francês de Charles Perrault, coreografado por Marius Petipa foi considerado o ápiceda cultura russa czarista do século XIX. Tchaikovsky escreveu a obra entre o período do ano de 1888 à 1889.  Ivan Vsevolojsky, diretor dos Teatros Imperiais, que o escreveu e criou os figurinos, ávido para ter um novo balé de Tchaikovsky.

A música é superior à do Lago dos Cisne pelos críticos. A Bela Adormecida não só é o mais substancial dos três balés de Tchaikovsky, mas também o padrão pelo qual mediram-se todas as grandes companhias do mundo no século subsequente.

O quebra nozes

Também coreografado por Marius Petipa, tem sua trilha sonora reconhecida como uma das peças mais populares e famosas da música clássica, composição esta feita 6 meses antes da morte de Tchaikovsky, num período em que ele se encontrava mergulhado numa profunda depressão.

O Quebra-Nozes foi um ballet que veio marcar a afirmação da Rússia como o grande centro mundial da dança, ao invés da França. Embora as suítes de balé sejam realizadas depois da peça pronta, a do Quebra Nozes foi elaborada ao mesmo tempo da composição da obra.


"Nunca estou longe do piano, me alegra quando estou triste"

Rerefências:
músicaclassica.folha
epochtimes
midiorama
ballet fundamentos e tecnicas
artigos.com
nocmoon
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DRYELLE ALMEIDA | MUNDO BAILARINÍSTICO

terça-feira, 24 de abril de 2018

Curiosidades O Lago dos Cisnes

Confirma algumas novidades de um dos mais ballet mais assistidos do mundo, O Lago dos Cisnes:



❤ O Lago dos Cisnes foi composto por P. Tchaikovsky em 1876 em Paris, por encomenda do Teatro Bolshoi em Moscou

❤ Foi a primeira vez que as bailarinas usaram o “tutu bandeja” ao invés do romântico, comum na época

❤ O enredo do bailado tem origem em uma lenda alemã e conta a história do amor do Príncipe Siegfried por Odete, que um feiticeiro transformara em cisne, e que só volta à forma humana à noite

❤ Tchaikovsky compôs a obra mais não era especialista em música para balé, o que fez com que o Lago dos Cisnes fosse o primeiro a ter sua música composta por um compositor de sinfonias e concertos e não por um compositor especialista em música para balé, como era o comum na época.

❤ Para a composição, Tchaikovsky estudou música de compositores como Léon Minkus e Cesare Pugni, com quem estudou na juventude.

❤ Para compor o Pas de Deux branco e a coda das pretendentes Tchaikovsky usou partes de uma ópera chamada O Voivoda, em que havia começado a trabalhar, mas que havia sido abandonada.

❤ Um de seus sobrinhos afirma ainda que Tchaikovsky já havia composto um pequeno balé chamado The lake of the Swans para ser encenado por sua família e que o famoso tema dos cisnes foi tirado dessa pequena composição.

❤ Os 32 fouettés en tournant executados por Pierina Legnani foram introduzidos na coreografia por Petipa, que sabia que o feito causaria sensação como já havia sido feito na montagem de Cinderela em que Legnani já havia executado o número.

❤ A filha de Petipa, Marie, dançou com um vestido adornado por diamantes no valor de 12000 rublos.
Odile originalmente não era vista como um cisne negro, mas simplesmente como a filha de Von Rothbart. Só por volta de 1940 é que essa personagem passou a ser interpretada como um cisne.

❤ Em 1894, o príncipe Ivan Alexandrovich, então diretor do Teatro Mariinsky de São Petersburgo, decide homenagear Tchaikovsky, que havia falecido um ano antes, criando uma nova versão de “O Lago dos Cisnes”


❤ Marius Petipa, que era o principal maître de ballet do Teatro Mariinsky, foi encarregado desta vez de fazer a nova coreografia. Foi tanto o sucesso, devido ao lirismo e à beleza da coreografia, que em janeiro de 1895 vai à cena a obra prima completa com 4 atos.

Fonte: 
midiorama
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DRYELLE ALMEIDA | MUNDO BAILARINÍSTICO

terça-feira, 17 de abril de 2018

O Ballet e a verticalidade

O conceito de verticalidade ( Aplomb = aprumo) é um dos princípios técnicos e estéticos marcantes do Ballet Clássico. Dá-se o nome de Aplomb à elegância e ao controle conseguido pelos bailarinos ao executar os movimentos.
Svetlana Zakharova (Bolshoi Ballet) asGiselle Photo Pierluigi Abbondanza

Desde sempre, ao entrarmos no Ballet, ouvimos falar:
"Imagine que alguém está te puxando para cima o tempo todo".
Essa ideia nada mais é do que a busca do controle dessa verticalidade que irá nos trazer a busca pela maneira correta de executar os passos.

É essencial que toda movimentação seja realizada em direção ao alto, agindo contra a gravidade, mesmo quando estivermos parados e mesmo quando fazemos movimentos "descendentes". O aplomb, na condição de princípio do movimento, está associado ao alinhamento e à distribuição e transferência de peso.

A verticalidade e postura como característica física é uma herança da origem da dança clássica, que aconteceu nas cortes. Devemos pensar nela o tempo todo durante a aula, ficarmos com postura, sustentando o peso do corpo. 


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DRYELLE ALMEIDA | MUNDO BAILARINÍSTICO

terça-feira, 10 de abril de 2018

Aulas de Ballet com Pianista

Infelizmente, nem sempre é possível ter aulas de ballet acompanhadas de um profissional tocando piano, ao vivo, em sala de aula. A grande maioria das escolas utilizam músicas gravadas, mas que seria muito legal ter todas as aulas de ballet com pianista, ah! isso seria!



O músico complementa o trabalho do professor e garante que cada exercício seja executado dentro do andamento e da contagem que ele imaginou. Um pianista acompanhador que é especializado em tocar em aulas de ballet normalmente tem um repertório de músicas clássicas, em diferentes andamentos e adequados a cada parte da aula. 

Perguntei para Rosely Chamma, pianista formada em piano pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, quais as particularidades de tocar piano em aulas de ballet e ela realça a importância do conhecimento específico do pianista: "tocar para Ballet é uma profissão na qual o pianista precisa conhecer o formato de uma aula, quais são os exercícios praticados na Barra, Centro e diagonais e quais são os níveis dessas aulas, básico, intermediário e avançado. Cada passo ou exercício, tem suas características e suas músicas correspondentes , por exemplo, para um passo rápido, dinâmico e alegre , a música deve ter essas qualidades também. É importante que o pianista observe as necessidades rítmicas, acentuações e andamentos ou velocidade que são propostos para que a música auxilie na execução. Um bom entendimento entre professor e pianista é importante, assim como , um repertório musical variado para estimular o lado artístico do bailarino!".

A Rosely Chamma começou sua carreira de pianista acompanhadora no Balé Stagium, onde tocou desde o baby classe até para a companhia de profissionais. Trabalhou com grandes mestres da Dança nacional como Ilara Lopes, Luis Arrieta, Ismael Guiser, Ady Addor, Neyde Rossi, Ruth Rachou, Tatiana Leskowa e Liliane Benevento entre outros e internacional como Alphonse Poulin, Cornell Callender e Ben Huis (EUA) , Renato Paroni (Inglaterra), Boris Storojkov (Portugal) , Giovanni Di Palma (França) , Monica Kodato (Alemanha) e Mario Galizzi ( Argentina). Foi pianista do Balé da Cidade e da São Paulo Cia de Dança.

Durante a aula o professor precisa passar as diretrizes para o pianista, orientando sobre que tipo de música e contagem ele precisará para determinado exercício. Fiz aulas com pianista durante muitos anos, eles já sabiam os passos, os tempos, o que facilitava bastante, mas também já tive a oportunidade de fazer aula com um pianista que não tinha costume de tocar para aulas de ballet e era visível que ele não tinha esta prática e não entendia de imediato as necessidades. 

"Creio que a dificuldade do bailarino em relação a música , é a própria dificuldade de executar os passos , pensando em tudo o que é exigido fazer : " a barriga", " o bumbum" , "os pés", "os joelhos", "os braços", " a cabeça "...ufa ... ah... e a música???!!! Rsrs 
Quando tudo isso se harmoniza com a música, o resultado é maravilhoso!", responde a Rosely quando perguntada sobre as dificuldades dos bailarinos sobre musicalidade. Atualmente trabalha na Escola de Dança do Theatro Municipal de São Paulo, na Cia Cisne Negro e no Ballet Adulto KR.

Um bom pianista melhora muito a qualidade da aula =)

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DRYELLE ALMEIDA | MUNDO BAILARINÍSTICO

segunda-feira, 26 de março de 2018

Como ensinar suas alunas crianças a serem responsáveis no Ballet

Senso de responsabilidade tem muito a ver com a disciplina que tanto falamos no Ballet. Mas quando falamos de crianças, ainda mais quando falamos das pequenas, como podemos ensiná-las a ter responsabilidade no Ballet?

A responsabilidade pode sim ser ensinada desde cedo. É errado pensarmos que que as crianças não são capazes ou não que não é necessário que elas tenham compromissos, então é importante inserirmos deveres à elas dentro acerca de suas atividades bailarinísticas, aumentando aos pouquinhos à medida que elas forem crescendo.



Podemos começar com o o autocuidado. Ensinar a vestir a roupa do ballet, explicar sobre a frente e as costas do collant, como calçar a própria sapatilha, incentivar a guardar os itens que usarem durante as aulas (no caso do baby), ajudar a professora em pequenas tarefas. Quando um pouco mais velhas, ensinar a fazer o próprio coque, enfim, deixar se virar um pouco. Tem meninas de 12, 13 anos que não sabem fazer o coque, isso não pode acontecer.

Também podemos pensar em exigir que estejam em aulas e ensaios nos horários. Claro que, elas dependem dos seus responsáveis para isso, mas cobrar, de maneira educada e explicando porque não devem se atrasar é importante.


Não acho interessante recompensas, mas o estímulo positvo é bem legal! Parabenizá-las pela responsabilidade é uma prova de valorizar a disciplina, mas sem associar a presentes, ou mimos em troca do que eles forem fazer.

Você como professor (a) é exemplo! Evite atrasar, seja responsável, cumpra o que o que promete, faça o que exige delas, seja organizado também. Professores devem servir de inspiração, dar limites, cobrar e, claro, valorizar os bons comportamentos.

Quando maiorzinhas, pode sugerir que elas organizem sua bolsa de ballet e cuidem das suas roupas e acessórios, mantendo organizados.

Tudo isso é essencial para o amadurecimento das crianças e para que elas entendam o que é responsabilidade, lembrando que onde não há comprometimento, não há crescimento.

Boas aulas!

Mundo Bailarinístico

segunda-feira, 19 de março de 2018

Cada dia no Ballet é uma oportunidade

Cada dia de aula é uma oportunidade que não volta. Cada novo amanhecer sempre traz um recomeço e  todo recomeço sempre traz novas energias. Se perdemos, perdemos uma chance, mesmo que pequena, de evoluir.



O ballet é dia-a-dia, passo a passo, erros e acertos, disciplina, atenção e compromisso. Para isso é preciso muito amor e muita dedicação. Não deixem o tempo passar, pois com eles vão muitas oportunidades... Lá na frente, poderá se arrepender de não ter aproveitado cada exercício, cada correção, cada nota musical.

Nenhum dia é igual ao outro. Cada dia é um novo dia para correr atrás dos seus objetivos. O ballet não te espera. A cada aula ele nos desafia e ao aceitar estes desafios temos novas chances para se refazer e tentar melhorar aquilo que você ainda não consegue fazer.

O quanto antes começar a pensar assim, mais poderá aproveitar. Digo isso, porque, hoje, com 31 anos eu penso em quantas coisa deixei passar por tantos motivos irrelevantes e mesmo sendo bem resolvida com meus novos caminhos, fica sempre aquela pontinha de "eu poderia ter feito isso, conseguido aquilo, conquistado tal coisa", mas passou...

É tempo sim de recomeçar.
Mesmo adulto, tenho feito coisas e tido atitudes e reações que podem não parecer grandes para quem vê de fora, mas aqui dentro de mim eu sei que se fosse em outros tempos eu não faria e me boicotaria. Hoje em dia eu faço e tenho respostas positivas e negativas, mas vividas. Quando decido não fazer mais é porque fiz e não gostei e quando quero fazer de novo, é porque saí com a sensação de "eu adoro fazer isso"... Tudo começou no tentar.

Como disse Paulo Coelho: "Se não usarmos este milagre hoje, ele se perderá".

Reflitam!

Mundo Bailarinístico